Capacidade das crianças

Já se perguntou porque as crianças são capazes de aprender uma língua tão rapidamente?

Não é apenas a sua imaginação. Pesquisadores afirmaram claramente que as crianças podem aprender uma língua mais rapidamente do que um adulto. A Dra. Elissa Newport, Ph.D., demonstrou que a associação entre a idade em que um indivíduo chegou aos Estados Unidos, e sua capacidade de aprender inglês, foi tão fortemente correlacionada como eram altura e peso. Em outras palavras, “É claro que há uma superioridade das crianças em relação aos adultos no aprendizado de línguas”, disse Newport. Ela atribui essa superioridade para o fato de que quando se trata de aprendizado para as crianças, “menos é mais”. A perspectiva limitada de uma criança a obriga à adquirir informações em pequenos passos graduais, porque a linguagem tem muitos componentes; aprendê-la em pequenos pedaços torna a aquisição mais fácil e esse aprendizado começa em uma idade muito precoce. O Dr. David Pisoni, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, demonstrou que as crianças podem reconhecer seu nome em meio a outros nomes semelhantes já aos quatro meses de idade. Mas quão cedo este processo de aprendizado começa?

De acordo com o Dr. Fred J. Schwartz, “uma quantidade significativa de aprendizado ocorre no útero. Não há dúvida de que os estímulos auditivos intra-uterinos contribuem com uma grande parte deste ambiente. Evidências apontam para o fato de que o aprendizado se estende ao período pré-natal, e que os sons e ritmos no útero podem conter informações importantes para o desenvolvimento do cérebro do nascituro. O recém-nascido consegue diferenciar os sons em uma gravação do ventre de sua mãe ao de outras gravações.

Dr. Schwartz continua: “Há uma grande quantidade de informações potenciais disponíveis para o feto, que podem ser transmitidas ao tocar apenas uma nota musical, cantar ou falar uma única sílaba. O conteúdo deste som é cheio de informações e emoção. Estes processos comunicativos que ocorrem antes e depois do nascimento contribuem para a promoção do desenvolvimento físico da criança, para as características comportamentais e o nível de inteligência. Isto é consistente com a observação de psicólogos que bebês e crianças podem ter um avanço de suas habilidades comportamentais que diminuem ao longo da vida. Já que a audição fetal é provavelmente o principal componente desse aprendizado, o feto está participando de um ‘anfiteatro auditivo’ no útero, no segundo e terceiro trimestres de gestação, que é talvez mais importante do que qualquer outra sala de aula”.

Em resumo, sabemos que o aprendizado começa no período pré-natal. Esta é a premissa por trás de BabyPlus – a apresentação de pequenas peças, informações progressivas, na única linguagem que o bebê intra-útero compreende verdadeiramente, os batimentos cardíacos maternos, na sala de aula mais importante que a criança vai ocupar, a barriga da mamãe. BabyPlus é o único sistema de enriquecimento pré-natal que tem como base esses princípios científicos comprovados.

Fontes:

1) “Music listening in neonatal intensive care units”, por Fred J. Schwartz e Ruthann Ritchie (em tradução livre: “Ouvir música em UTI’s neonatais”).

2) “The heritability of IQ”, Nature, por Devlin B., Michael Daniels e Kathryn Roeder (em tradução livre: A hereditariedade do QI).

3) “The inquiry into prenatal musical experience: a report of The Eastman Project 1980-1987”, Pre-and Perinatal Psychology Journal, por Donald J. Shelter (em tradução livre: O inquérito sobre a experiência musical no pré-natal: um relatório do Projeto Eastman 1980-1987).

4) “The emotional experience of the fetus: a preliminary report”, Pre-and Perinatal Psychology Journal, por Pier Luigi Righetti (em tradução livre: A experiência emocional do feto: um relatório preliminar)

5) “Music, stress reduction and medical cost savings in neonatal intensive care unit“, Journal of Prenatal and Perinatal Psychology and Health, por Fred J. Schwartz, Ruthann Ritchie, Leonard Sacks e Cynthia Phillips (em tradução livre: Música, redução de estresse e economia de custos médicos em unidades neonatais)

6) Nature, nurture, and the power of love, Journal of Prenatal and Perinatal Psychology and Health, por Bruce Lipton (em tradução livre: Natureza, nutrir, e o poder do amor) Assista ao vídeo aqui.